
Cenário litorâneo, mais precisamente finalzinho da praia de Sambaqui, um dos visuais mais bonitos da Ilha da Magia... o casal chega cedo e fica por ali, na contemplação. Ele observa o movimento das fragatas que estão chegando da ilha de Ratones; ela, curte o movimento das pequenas ondas que vêm quebrar ali e produzem um som quase hipnotizante. O céu azul mais um gostoso calor de outono, a luz do sol refletindo na água e aquele cheirinho que só beira de praia tem...
Ajeitam um lugarzinho pra sentar e assim ficam os dois: quietos. Fazem uma observação ou outra do que vêem e calam. Os pássaros não atraem a atenção dela, talvez por conhecer muito pouco sobre eles, mas a água... ah! esta faz seus pensamentos irem longe, este barulhinho de onda quebrando na praia provoca-lhe sensações de paz. Até que ela conclui: eu sou ÁGUA e você é AR!
Perto do meio-dia, ela convida: vamos comer ostras? O restaurante ali é conhecido e muito bom!
Escolhem uma boa mesa, perto da janela para continuar admirando o mar; não há vento, somente uma brisa agradável... Perfeito!
E a perdição está para começar...
Chega o garçom para anotar o pedido: duas dúzias de ostras! É uma delícia, um sabor que ambos apreciam. Bebida? Ele sugere uma cervejinha super gelada; ela discorda. "Hoje quero abusar, e a melhor pedida para acompanhar ostra é espumante!" Tinha que ser, ela é apreciadora da bebida há tempos. E da carta de vinhos ela pede uma garrafa do velho mundo, com o indicador aponta o valor pra ele e arremata "é meu presente de Páscoa" rsrsrsrs
Ele, feliz por ver a alegria dela, atende sua vontade .
Uma conversa amena, falam nos filhos e no orgulho que sentem deles, nos acontecimentos da última semana, na vida, nas mudanças que estão por vir, no quanto são felizes juntos (que gracinha!) e os olhares se voltam sempre para a paisagem lá fora. Agora entrou um vento norte de leve, o mar encrespou um pouco, a luz do sol atinge a água de forma diferente, lindo! As ostras são apreciadas entre um gole e outro daquela bebida estimulante...
Os olhos dela brilham, eles estão em sintonia, conversam sobre "coisas do céu, da água e do ar" como diz a música...rsrsrsrs
O garçom se aproxima e oferece o prato do dia como sugestão, . Explica ao casal que se trata de um prato feito com bacalhau, e está sendo preparado especialmente para aquele dia por ser sexta-feira santa e não está no cardápio. Sugestão aceita, o garçom se retira.
O som que invade o lugar é Bob Marley e não há como evitar um déjà vu... "Quem diria, já ouvíamos estas músicas há trinta anos..." "Lembra? Aquele chevette marrom, e a gente seguindo para Quatro Ilhas praticamente deserta naquela época... Nem asfalto tinha depois de Porto Belo!"
Bob Marley continuou embalando a conversa alegre e animada deles, e as taças não ficavam vazias! Em algum momento, ela começa a rir e diz a ele que deve se preparar para a hora de pagar a conta. Por quê? Ora, veja só: aceitamos a sugestão de um prato que não sabemos o preço, somado ao espumante francês e ao couvert artístico (depois do Bob Marley, o carinha do violão entrou em ação) !! Riram muito da situação, "bom cabrito não berra"! Além do mais, momentos como este não têm preço!
Quase três horas da tarde e uma fila de espera se forma. Chegam famílias, casais com bebês, crianças brincam por ali, arrumam-se mesas extras na parte de fora, a sombra já é disputada pelos fregueses, o cantor acerta em cheio na escolha das músicas...Sem pressa nenhuma, o casal continua ali... Pressa pra quê?
Belo post dona Gelsa... continue assim! ;) adorei.
ResponderExcluirMe recordou uma certa noita em uma mesa de janela em Curitiba muito a propriado...
ResponderExcluirRealmente aquele risoto com espumante também foi tudo de bom!!
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