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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A neve como me lembro

 


Semana passada acompanhei o frenesi das previsões para uma grande nevada que ia chegar ao Estado. Lembrei de invernos passados em que não tínhamos o serviço meteorológico a nos avisar com semana de antecedência que o fenômeno ia ser visto. Lembrei que quando a neve chegava era uma alegre surpresa e não precisávamos ir até o Morro da Igreja ou lugares tão altos quanto para poder vê-la. Creio que os turistas que saem das suas cidades loucos para brincar na neve não têm ideia do frio que os espera. É bem verdade que é um fenômeno lindo tanto quanto o frio que nos faz passar. Os dedos congelam a ponto de sentirmos os dedos queimando. Sim! O frio queima! Imaginem naquele tempo em que as roupas não tinham a tecnologia para manter corpos aquecidos! E os carros sem aquecimento? Tratava-se  verdadeiramente de uma experiência congelante do início ao fim. 


Separei dois momentos em que a neve está presente na minha memória.

 

O inverno em Lages começava cedo. Mesmo em maio, dias e dias seguidos de geada forte durante uma semana. Eis que em 31 de maio de 1979 a cidade amanheceu coberta de neve que havia caído durante toda a noite. Decidimos ir até São Joaquim (de fusca, imagina o frio!) e pelo caminho o que encontramos foi neve e mais neve. Tudo branco e lindo como só a neve deixa os campos.


o amor é lindo, né?




O ano era 1981. Férias de julho. Inverno rigoroso. Manhã após manhã seguidas de grandes geadas. Até que... Voilá! A cidade amanheceu com seus telhados cobertos por neve. Tudo branquinho! Minha querida amiga Zilda e eu combinamos de sairmos pela cidade para tirar fotos. Ainda não tínhamos filhos. E assim fizemos. Agasalhadas com os palas de nossos maridos lá fomos nós. À procura de melhores ângulos, fomos passando de bairro em bairro e chegamos na BR. Passamos bastante frio, é fato, mas nos divertimos durante toda a manhã.



companheiras em tudo


Voltando às previsões para a neve deste ano: a nevasca tão aguardada não veio! Aqueles flocos brancos congelantes só caíram nos pontos mais altos da serra e a turma ansiosa, com certeza, o que encontrou foi apenas e tão somente o frio de temperaturas próximas a zero.

2 comentários:

  1. É verdade, antigamente sem previsões era tudo mais divertido e a gente aproveitava cada momento.

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  2. Adoro textos de memórias! Achei incrível suas lembranças de tempos frios e dias de neve como presentes da vida!

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